

Ela deitava em seu colo e ele lhe fazia cafuné. O filme era péssimo, ela tinha que admitir, mas era o preferido dele, e ela não queria que aquele cafuné acabasse jamais. Ela lhe mandava mensagens as três da manhã perguntando a ele com o que estava sonhando e ele respondia: você. Depois disso, ela dormia e acordava com um sorriso no rosto. Ele curtia mpb, ela, rock. Ele não lhe mandava flores ou chocolates como o tradicional. Ao invés disso, lhe mandava livros. Livros que ela jamais leria, e que ficavam empilhados no fundo do armário. Ela lhe mandava cds, e o fazia se questionar como ela podia ser tão bonita e ter um péssimo gosto musical. Eles brigavam. Eles riam. Raramente concordavam em algo. Ele olhava no fundo dos olhos dela e agradecia a Deus por tê-la encontrado. Ela sorria e se questionava o porque de não tê-lo encontrado antes. Apesar de todas as diferenças, eles tinham algo em comum: se amavam e desejavam que aquilo, que eles se recusavam em chamar de amor para que não doesse, fosse eterno.
(Source: became-insane)
(Source: rodrigofaralhe)